sábado, 28 de janeiro de 2012

Vá indo, diziam a ela. Vá dobrando a esquina, entrando em portas abertas, espiando por janelas, tomando cafés ao amanhecer, experimentando novas avenidas, parando em frente a vitrines desconhecidas, engatando conversas sobre o tempo ou a fila do banco. Vá indo. Quem sabe, um dia, de tanto ir, você comece a enxergar o que há em volta. Ela não era cega, mas precisava ir para ver muito mais.